De cada vez, que leio cada um dos meus posts, apercebo-me do quão "criancinha" eu sou. Todas estas dúvidas e inseguranças parecem tão fúteis e infantis comparadas com outras situações muito mais complicadas vivenciadas, por exemplo, por outros familiares meus muito mais velhos.
Mas deixem-me ser só mais uma vez "criancinha". Vou tentar que seja a última vez. Eu sei que da outra vez disse que não ia escrever sobre acontecimentos deprimentes e acabei por quebrar essa promessa redondamente. Desculpem.
Espero sinceramente que toda aquela lengalenga de "quando fores mais velho percebes" ou "pela minha experiência ..." seja verdade.
Neste momento sinto-me como uma criança que, pelos vistos, às vezes, ainda aparento ser. Indecisa entre um livro ou um doce:
- " Qual escolho? Aquele que faz mal aos dentes, mas sabe bem no momento ou o livro que a mãe me obrigou a ler porque preciso de aprender?"
Em criança escolhi o livro porém, nesta fase, escolher o doce me tenha parecido a escolha mais acertada (Não sou muito boa com metáforas: doce=desistir de curso, livro=continuar no "tal" curso). Estava farta de escolher o livro e de não gostar dos capítulos. Mas escolher o doce trouxe outras incertezas.
Querer perceber, saber o que vai acontecer, o que devo fazer, como mudar, como... mas não há forma possível não é?
Sinto-me outra vez como aquela adolescente (já evolui de criança para adolescente, lol. Também já disse que não tenho muito jeito para as piadas?) desesperada por respostas e por agradar a todos.
Querem todos uma resposta que nem eu tenho.
Quais são as próximas opções? Escolher o livro? Talvez, todavia um diferente do primeiro.
Mais um doce? Poderá vir-se a revelar uma escolha matreira ou....não sei.